Cidade maravilhosa, saúde odiosa

Gil Wesley Medeiros dos SantosEm meio ao caos que se encontra o Rio de Janeiro e tantos problemas envolvidos, um dos considerados mais importante, sem dúvidas, é a saúde do estado. Há poucos meses das Olimpíadas, a crise financeira vem impactando diretamente o sistema de saúde pública, resultando em filas, reclamações, pessoas sem o devido ou sem nenhum atendimento e salários atrasados. Os hospitais não recebem sequer materiais básicos, não contam com a infraestrutura necessária, não há investimento do governo federal, estadual e municipal. O paciente, ao dirigir-se à uma rede pública não tem nem mesmo a garantia de atendimento , e quando o consegue, é precário, tendo muitas vezes que recebê-lo nos corredores, mesmo se carecer de uma atenção especial, pois na maioria das vezes não há leitos nos CTI’s. Até mesmo quem paga por um serviço, através do plano de saúde,  não tem privilégios, afinal se não há vagas, de nada adianta e a garantia de assistência médica não existe. Se a doença for grave, a pessoa morre, sem ao menos conhecer as causas que a levaram a óbito. As reclamações são feitas por toda a população que se sente humilhada diante essa situação. Os profissionais reclamam do baixo salário, quando se há um, se sentem desvalorizados e sobrecarregados devido a falta de pessoal capacitado para exercer as funções que lhes são cabidas oferecendo, assim, um bom atendimento ao cidadão. Há também a falta de alguns medicamentos que são, por lei, obrigação do Governo oferecer ao povo. É preciso rever, com urgência, toda a política de saúde. Os hospitais reclamam que a verba que a eles é repassada, não é suficiente. E como se toda essa desordem já não fosse o bastante, alguns têm sido fechados pela falta de dinheiro. É a pior crise já vivida pelos cariocas e por quem vive na cidade, fazendo com que estes procurem atendimento em outros municípios.

Essa situação caótica há solução sim, porém só terá melhoras quando, enfim, as autoridades políticas se conscientizarem que saúde é o mínimo para a população viver com dignidade e começarem a fazer as reformas que são essenciais, pois é um dever deles e direito do povo de acordo com o Código Constitucional.